terça-feira, 28 de agosto de 2007
Esperando a Laís!
Bem, tudo o que se passou entre a nossa decisão de ter um bebê e a perda da primeira gravidez está no link que indiquei no primeiro post deste blog. Depois de iniciar um tratamento com metformina em janeiro de 2006, em abril de 2006 pegamos o resultado positivo da nossa segunda gestação... Foi muito estressante no início, o medo de se repetir a história da primeira vez. Mas Deus ( que é bom demais...) olhou por nós e para aquele pequenino coração que batia tão rápido na tela do ultrassom (ocasião em que derramei as lágrimas mais felizes da minha vida até então...) e permitiu que tudo corresse bem, nada além de probleminhas comuns de gestantes (infecção urinária, controle de peso, etc...). Até vermos o sexo no ultrassom, eu achava que íamos ter um rapazinho para alegrar a nossa vida, mas acho que meu chip de "intuição de mãe" veio com defeito de fábrica! Pra felicidade do papai ( que sempre sonhou com uma menininha!), era a Laís a caminho. O nome da nossa pequena estava escolhido desde que eu e Arthur namorávamos, idéia dele...
Assim, em 11/12/2006 ( o dia mais emocionante da minha vida!), a Laís chegou ao mundo com seus 46,5 cm e 3kg. Engraçado que eu sempre pensei que meus filhos seriam enormes, maiores do que eu nasci ( 51 cm e 4,2 kg). E a nossa menina chegou dentro da média, certinho... Na verdade, eu a achava muito pequenina ( eu, que sempre tive medo de pegar recém-nascido, tinha que lidar com esse serzinho de aparência tão frágil...). Como para qualquer casal que tem seu primeiro filho, tudo é novidade! Tive que aprender a amamentar, trocar fraldas, dar banhos, ficamos acordados várias noite por conta das cólicas, sofremos junto no dia de dar vacinas... Mas tudo compensa no momento em que vemos nossa criança sorrir, balbuciar as primeiras sílabas ( não, não foi mã-mã, foi bábábá, apesar de o pai afirmar categoricamente que foi pápápá...)...
Hoje a Laís está assim: com 8 meses, balbuciando muito ( dédédé, bábábá, pápápá e mã-mã quando está chorando...), indica pra onde quer ir quando está no colo, está "engatinhando sentada" ( tá com medo de engatinhar de quatro depois que bateu a cabeça duas vezes ao tentar engatinhar), mexe em TUDO, TUDO,TUDO. É muito saudável (graças a Deus), curiosa, risonha e carinhosa...
Como eu faço faculdade (pois é, acabei me apaixonando tanto pelo Direito que resolvi fazer a faculdade...) e trabalho, ela passa o dia na casa da minha mãe. Nem preciso dizer que é o xodó de todos: meus pais, meus dois irmãos (Ricardo e Henrique, ambos mais novos que eu), da Lucimar ( minha comadre e secretária da minha mâe), do Marcos (meu cumpadre, marido da Lucimar e jardineiro), do Matheus (meu afilhado e filhote da Lucimar e Marcos, de 7 anos) e da Dani ( minha prima, que mora na casa dos meus pais).
Essa é basicamente nossa história até o momento... De agora pra frente, pretendo usar esse espaço pra dividir nossos momentos especiais...
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Uma dentista no mundo dos concurseiros...
Foi um choque começar a estudar pra concursos. Nunca me esqueço da minha primeira aula de Direito Constitucional... Saí chorando, me sentindo a mais burra das burras do universo. Fiz o primeiro concurso, tomei pau. O segundo, passei!!!! Eram 3 vagas, passei em 470 e alguma coisa ! Bom, não ia ser chamada nunca dentro da validade do concurso, mas era um começo! Fiz o terceiro, não consegui ficar dentro da nota de corte pra ter alguma esperança de ser chamada. Dessa vez, me deu um desânimo que quase larguei tudo... Quem me sustentou foi o Arthur."Cada concurso que você faz, você fica mais perto da sua vaga!" E eu chorava, sofria, e ele me convencia a continuar. Fiz um concurso de altíssimo nível, 2 vagas, salário de mais de 15 mil reais... Tinha até prova de títulos. Lá fui eu fazer. Meio que de onda, não estava saindo nenhum edital, ia fazer aquele mesmo...Fiz a primeira etapa: eram uns 400 candidatos, passaram só 24, se não me engano... Eu estava em 10º lugar! Caraca!!! Nem acreditei. Passei a estudar o dobro pra segunda etapa.... Passaram poucos. Eu estava em 6º lugar!! Aí veio a prova de títulos e eu fui pra 10º lugar. Nunca me chamaram, mas fiquei hiper-mega-ultra-feliz com o resultado, pois pela primeira vez eu acreditei que era possível mesmo um dia eu passar e assumir uma vaga!! E, assim, no concurso que fiz em seguida, passei dentro do número de vagas: eram 100, passei em 37º. E assumi um cargo de nível superior no INSS. Bom, diante da realidade de estar empregada, eu e Arthur decidimos ficar noivos. Não que estivéssemos bem de renda. Mas estávamos já namorando há 3 anos, eu tinha 27, ele 32. Queríamos ter família, filhos, nossa casa... Eu ganhava pouco mais de 1000 reais, Arthur já estava no ramo de venda de carros ( comissionado, às vezes ganhava muito bem, outras vezes, mal dava pra pagar as contas). Mesmo assim, resolvemos construir num lote que meu pai nos deu de presente! Tudo, tudo, tudo o que ganhávamos ia pra construção. E eu continuei estudando, pra concursos melhores. Marcamos o casamento pra maio de 2004. Foi um começo de ano punk: estávamos construindo, eu e minha mãe estávamos cuidando dos preparativos da festa e eu estava, pra variar, estudando pra concurso.... Ia fazer o concurso do TCU, para nível superior. Encarei umas matérias sinistras: Contabilidade, Auditoria, Administração Financeira e Orçamentária.... Fui fazer a prova dois meses antes da data do nosso casamento. Tomei pau! Fiquei preocupada, pois a nossa renda ia ser mega apertada pro custo de vida aqui de Brasília. Em seguida, saiu o concurso pro mesmo Tribunal , de nível médio, mas o salário, muito melhor do que o do INSS. Já que eu tinha estudado 80% do que ia cair, fiz. Recebi o resultado 4 dias depois do casamento: passei, dentro do número de vagas!! Brinco que foi o "presente de casamento" que Deus nos deu. Agora sim, ganhando razoavelmente bem, com casa própria, podíamos pensar em filhos...
sábado, 25 de agosto de 2007
Um anjo na minha vida...
Eu contei no post de ontem que quando conheci o Arthur, estava bemmm derrubada.
Pois é, não acho que minha vida tenha sido difícil, longe disso. Meus pais sempre deram a mim a aos meus irmãos tudo o que podiam: estudo em bons colégios, passeios, bom exemplo, entre outras coisas maravilhosas.
Mas no campo amoroso, caramba.... Apareceram umas figuras na minha vida, que ninguém merece. Quando o Arthur apareceu, em 2000, eu estava saindo de um relacionamento estranho, acho que até com um tempero platônico. Eu era enrolada com um rapaz que morava nos Estados Unidos. Ele morava lá, eu cá. Ele me deixava em suspense, ficava alimentando esperanças de um dia ficarmos juntos, mas não era nada disso que ele queria. Bom, pra dar um ponto final, tive de ir lá ( nos EUA, sem avisa-lo que eu ia nem nada) pra descobrir quem ele realmente era. Fui só, eu e Deus. Comprei as passagens, reservei hotel pela internet, ihhhhh essa história daria um livro... Mas não é esse o objetivo do blog!
O que interessa é a mulher que voltou de lá: muitooo magoada, mas que havia descoberto que era mais forte do que podia imaginar!
Voltei e comecei a fazer pós-graduação, decidida a dar um rumo na minha vida profissional. Eu me formei em Odontologia, em 1997, estava trabalhando em consultório, mas não aquilo não me realizava... Comecei tbm a amadurecer a idéia de fazer um concurso público. Me atraia a possibilidade de voltar a ter sábados livres, receber décimo terceiro, ter férias remuneradas - até porque nunca tive perfil empreendedor ou de comércio: sou incapaz de vender refrigerante gelado no deserto...
Foi nessa época que a Ana, minha amiga de loooonga data (fizemos 2º grau, faculdade juntas, eu trabalhava no consultório dela, com certas especialidades) começou a falar no amigo do Júnior (marido dela, à época), o Arthur. Que ele era um amor, dedicado à família dele, honesto, trabalhador... Eu nem pensava em namorar ninguém! “Não, quero cuidar da minha vida profissional”, dizia eu.... Insiste daqui, dali e pronto, começamos a sair. De início, eu pensei: “ Gente, eu disse que ia cuidar da minha vida, que que eu tô fazendo??”, mas aquele rapaz tímido de início se revelou um grande cara. E foi me conquistando, aos poucos...
Mas os traumas do último canalha, ops, quer dizer, do ex, não me deixavam curtir o relacionamento. Só quando ficamos terminados por 1 mês (por vários motivos) que descobri que não podia mais ficar sem o Arthur... Reatamos.
Quando acabei minha pós em Saúde Pública, em 2001, fui lecionar inglês.kkkkk Pode uma coisa dessa?? Mas foi o que pintou, o consultório não tava dando grana e eu precisava de dinheiro, pra pagar umas dívidas que eu tinha. Fiquei 3 meses lecionando inglês em João Pinheiro – MG (cidade dos meus pais). Passava a semana lá, voltava no fim de semana. Acabou que não agüentei essa rotina, larguei o colégio e voltei pra Brasília. Em seguida, consegui ser admitida por Contrato Temporário pra dar aulas em colégio público aqui em Brasília. Foi uma experiência magnífica, cheguei a pensar em cursar letras, só para poder lecionar. Mas tomei outros rumos. Arthur passou a me dar força pra estudar pra concurso. “ Você é inteligente, tem uma boa base de estudos....”. Bom, ele me convenceu que eu era capaz.... E lá fui eu, que só entendia de dente, restauração, tratamento de canal, etc estudar Direito Constitucional, Direito Administrativo...
Pois é, não acho que minha vida tenha sido difícil, longe disso. Meus pais sempre deram a mim a aos meus irmãos tudo o que podiam: estudo em bons colégios, passeios, bom exemplo, entre outras coisas maravilhosas.
Mas no campo amoroso, caramba.... Apareceram umas figuras na minha vida, que ninguém merece. Quando o Arthur apareceu, em 2000, eu estava saindo de um relacionamento estranho, acho que até com um tempero platônico. Eu era enrolada com um rapaz que morava nos Estados Unidos. Ele morava lá, eu cá. Ele me deixava em suspense, ficava alimentando esperanças de um dia ficarmos juntos, mas não era nada disso que ele queria. Bom, pra dar um ponto final, tive de ir lá ( nos EUA, sem avisa-lo que eu ia nem nada) pra descobrir quem ele realmente era. Fui só, eu e Deus. Comprei as passagens, reservei hotel pela internet, ihhhhh essa história daria um livro... Mas não é esse o objetivo do blog!
O que interessa é a mulher que voltou de lá: muitooo magoada, mas que havia descoberto que era mais forte do que podia imaginar!
Voltei e comecei a fazer pós-graduação, decidida a dar um rumo na minha vida profissional. Eu me formei em Odontologia, em 1997, estava trabalhando em consultório, mas não aquilo não me realizava... Comecei tbm a amadurecer a idéia de fazer um concurso público. Me atraia a possibilidade de voltar a ter sábados livres, receber décimo terceiro, ter férias remuneradas - até porque nunca tive perfil empreendedor ou de comércio: sou incapaz de vender refrigerante gelado no deserto...
Foi nessa época que a Ana, minha amiga de loooonga data (fizemos 2º grau, faculdade juntas, eu trabalhava no consultório dela, com certas especialidades) começou a falar no amigo do Júnior (marido dela, à época), o Arthur. Que ele era um amor, dedicado à família dele, honesto, trabalhador... Eu nem pensava em namorar ninguém! “Não, quero cuidar da minha vida profissional”, dizia eu.... Insiste daqui, dali e pronto, começamos a sair. De início, eu pensei: “ Gente, eu disse que ia cuidar da minha vida, que que eu tô fazendo??”, mas aquele rapaz tímido de início se revelou um grande cara. E foi me conquistando, aos poucos...
Mas os traumas do último canalha, ops, quer dizer, do ex, não me deixavam curtir o relacionamento. Só quando ficamos terminados por 1 mês (por vários motivos) que descobri que não podia mais ficar sem o Arthur... Reatamos.
Quando acabei minha pós em Saúde Pública, em 2001, fui lecionar inglês.kkkkk Pode uma coisa dessa?? Mas foi o que pintou, o consultório não tava dando grana e eu precisava de dinheiro, pra pagar umas dívidas que eu tinha. Fiquei 3 meses lecionando inglês em João Pinheiro – MG (cidade dos meus pais). Passava a semana lá, voltava no fim de semana. Acabou que não agüentei essa rotina, larguei o colégio e voltei pra Brasília. Em seguida, consegui ser admitida por Contrato Temporário pra dar aulas em colégio público aqui em Brasília. Foi uma experiência magnífica, cheguei a pensar em cursar letras, só para poder lecionar. Mas tomei outros rumos. Arthur passou a me dar força pra estudar pra concurso. “ Você é inteligente, tem uma boa base de estudos....”. Bom, ele me convenceu que eu era capaz.... E lá fui eu, que só entendia de dente, restauração, tratamento de canal, etc estudar Direito Constitucional, Direito Administrativo...
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Pre começo de conversa...
Nossa, o primeiro post...
O que falar, o que relatar?? Bem, posso começar voltando um pouquinho no tempo... Pra quando essa família tema de blog sequer existia...
Eu e Arthur nos conhecemos na hora certa pra resultar em casamento. Acho que se tivessemos começado a namorar um pouquinho antes, ou um pouquinho depois, não teríamos casado.Explico isso melhor num outro post...
Bom, o fato é que eu estava saindo de uma relação que me arrasou emocionalmente falando. Estava ferida, machucada, descrente e com uma depressão que me consumia havia quase 2 anos. Um casal de amigos, Júnior e Ana, começou a querer juntar "a amiga de infância da Ana" com o "amigo gente-boa do Júnior". E assim, começou... Saímos os 4, toda aquela coisa de encontro arranjado, o casal-cupido torcendo pra dar certo, etc. Depois de uns encontros, o namoro começou... De início, meio morno. Mas depois de uns episódios que conto em outra oportunidade, o namoro engatou.... Dois anos depois, estavamos noivos. 1 ano e 6 meses depois, estavamos nos casando.
Quando completamos 1 ano de casados, decidimos engravidar! À epóca, eu já sabia que sou portadora da Síndrome dos Ovários Policísticos ( não sabe o que é? veja http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?316) , então , estavamos cientes que a gravidez não viria fácil... Em setembro de 2005, veio no nosso primeiro exame de gravidez positivo, mas, infelizmente, perdi a gestação num episódio muito triste, uma semana depois da boa nova (contei o ocorrido à época nesse blog aqui, ó: http://ovocego.blogspot.com/2005/11/depoimento-cristine-leite.html).
A partir de então, toda a minha energia começou a ser canalizada para concretizar o sonho da maternidade (isso tbm é assunto pra outro post...). Deus nos brindou com um novo resultado positivo 4 meses depois de nossa perda e essa gestação foi até o fim... E dela surgiu a Laís, a coisa mais preciosa que temos!
Isso é só um resumão compacto ultra-mega sintético... Apenas pra situar quem se interessou em entrar nesse blog.
Bjs!
O que falar, o que relatar?? Bem, posso começar voltando um pouquinho no tempo... Pra quando essa família tema de blog sequer existia...
Eu e Arthur nos conhecemos na hora certa pra resultar em casamento. Acho que se tivessemos começado a namorar um pouquinho antes, ou um pouquinho depois, não teríamos casado.Explico isso melhor num outro post...
Bom, o fato é que eu estava saindo de uma relação que me arrasou emocionalmente falando. Estava ferida, machucada, descrente e com uma depressão que me consumia havia quase 2 anos. Um casal de amigos, Júnior e Ana, começou a querer juntar "a amiga de infância da Ana" com o "amigo gente-boa do Júnior". E assim, começou... Saímos os 4, toda aquela coisa de encontro arranjado, o casal-cupido torcendo pra dar certo, etc. Depois de uns encontros, o namoro começou... De início, meio morno. Mas depois de uns episódios que conto em outra oportunidade, o namoro engatou.... Dois anos depois, estavamos noivos. 1 ano e 6 meses depois, estavamos nos casando.
Quando completamos 1 ano de casados, decidimos engravidar! À epóca, eu já sabia que sou portadora da Síndrome dos Ovários Policísticos ( não sabe o que é? veja http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?316) , então , estavamos cientes que a gravidez não viria fácil... Em setembro de 2005, veio no nosso primeiro exame de gravidez positivo, mas, infelizmente, perdi a gestação num episódio muito triste, uma semana depois da boa nova (contei o ocorrido à época nesse blog aqui, ó: http://ovocego.blogspot.com/2005/11/depoimento-cristine-leite.html).
A partir de então, toda a minha energia começou a ser canalizada para concretizar o sonho da maternidade (isso tbm é assunto pra outro post...). Deus nos brindou com um novo resultado positivo 4 meses depois de nossa perda e essa gestação foi até o fim... E dela surgiu a Laís, a coisa mais preciosa que temos!
Isso é só um resumão compacto ultra-mega sintético... Apenas pra situar quem se interessou em entrar nesse blog.
Bjs!
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