Eu contei no post de ontem que quando conheci o Arthur, estava bemmm derrubada.
Pois é, não acho que minha vida tenha sido difícil, longe disso. Meus pais sempre deram a mim a aos meus irmãos tudo o que podiam: estudo em bons colégios, passeios, bom exemplo, entre outras coisas maravilhosas.
Mas no campo amoroso, caramba.... Apareceram umas figuras na minha vida, que ninguém merece. Quando o Arthur apareceu, em 2000, eu estava saindo de um relacionamento estranho, acho que até com um tempero platônico. Eu era enrolada com um rapaz que morava nos Estados Unidos. Ele morava lá, eu cá. Ele me deixava em suspense, ficava alimentando esperanças de um dia ficarmos juntos, mas não era nada disso que ele queria. Bom, pra dar um ponto final, tive de ir lá ( nos EUA, sem avisa-lo que eu ia nem nada) pra descobrir quem ele realmente era. Fui só, eu e Deus. Comprei as passagens, reservei hotel pela internet, ihhhhh essa história daria um livro... Mas não é esse o objetivo do blog!
O que interessa é a mulher que voltou de lá: muitooo magoada, mas que havia descoberto que era mais forte do que podia imaginar!
Voltei e comecei a fazer pós-graduação, decidida a dar um rumo na minha vida profissional. Eu me formei em Odontologia, em 1997, estava trabalhando em consultório, mas não aquilo não me realizava... Comecei tbm a amadurecer a idéia de fazer um concurso público. Me atraia a possibilidade de voltar a ter sábados livres, receber décimo terceiro, ter férias remuneradas - até porque nunca tive perfil empreendedor ou de comércio: sou incapaz de vender refrigerante gelado no deserto...
Foi nessa época que a Ana, minha amiga de loooonga data (fizemos 2º grau, faculdade juntas, eu trabalhava no consultório dela, com certas especialidades) começou a falar no amigo do Júnior (marido dela, à época), o Arthur. Que ele era um amor, dedicado à família dele, honesto, trabalhador... Eu nem pensava em namorar ninguém! “Não, quero cuidar da minha vida profissional”, dizia eu.... Insiste daqui, dali e pronto, começamos a sair. De início, eu pensei: “ Gente, eu disse que ia cuidar da minha vida, que que eu tô fazendo??”, mas aquele rapaz tímido de início se revelou um grande cara. E foi me conquistando, aos poucos...
Mas os traumas do último canalha, ops, quer dizer, do ex, não me deixavam curtir o relacionamento. Só quando ficamos terminados por 1 mês (por vários motivos) que descobri que não podia mais ficar sem o Arthur... Reatamos.
Quando acabei minha pós em Saúde Pública, em 2001, fui lecionar inglês.kkkkk Pode uma coisa dessa?? Mas foi o que pintou, o consultório não tava dando grana e eu precisava de dinheiro, pra pagar umas dívidas que eu tinha. Fiquei 3 meses lecionando inglês em João Pinheiro – MG (cidade dos meus pais). Passava a semana lá, voltava no fim de semana. Acabou que não agüentei essa rotina, larguei o colégio e voltei pra Brasília. Em seguida, consegui ser admitida por Contrato Temporário pra dar aulas em colégio público aqui em Brasília. Foi uma experiência magnífica, cheguei a pensar em cursar letras, só para poder lecionar. Mas tomei outros rumos. Arthur passou a me dar força pra estudar pra concurso. “ Você é inteligente, tem uma boa base de estudos....”. Bom, ele me convenceu que eu era capaz.... E lá fui eu, que só entendia de dente, restauração, tratamento de canal, etc estudar Direito Constitucional, Direito Administrativo...
sábado, 25 de agosto de 2007
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