quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Laís "Furacão"

Oi, gente que lê!
Queria agradecer os e-mails e telefonemas que eu recebi sobre o bloguinho.
Quem me conhece sabe que eu sempre gostei de escrever! Desde adolescente, sempre fui melhor escrevendo que falando... Me ajuda a organizar as idéias, pois meus neurônios estão sempre sobrecarregados (não imagino por quê... kkkk).
Quando quiserem comentar sobre algum post, podem deixar recadinhos por aqui mesmo (lá no fim do post, tem um linkzinho que abre um pop-up, pra comentar!), não se preocupem em mandar email, pois toda vez que tem um novo comentário, eu recebo um aviso com o conteúdo na minha caixa postal. Mas se preferirem o e-mail, tem problema também não, tá?
Essa semana foi pauleira total!! Semana de provas, um trabalho enorme de Direito Penal pra fazer, um pancada de processos no Tribunal, um calor e umidade de deserto nesse sertãozão do Planalto Central e, como se tudo isso fosse pouco, os quatro incisivos superiores da Laís resolveram dar o ar da graça...todos juntos!!! Como diz a minha amiga Alessandra, essas coisas só acontecem com filho de dentista!! Eu fiquei com tanta peninha dela que deixei até tomar sorvete... E nem precisa dizer que ela adorou, né?? Mas "o que é herdado não é roubado", eu e Arthur somos formiguinhas, adoramos doces...
Fora o fato de que tenho tido menos tempo do que gostaria pra curtir minha bichinha, tá tudo bem!
Nossa pequena tem se revelado uma espoleta de marca maior: deu mole, as mãozinhas mais rápidas do Centro-Oeste catam o que estiver pela frente. Vai embora flor, vaso, colher, forro de mesa, celular, carteira, tudo o que puder obedecer à lei da gravidade. Outro dia, foi pro chão uma xícara da minha mãe. Quando está só dentro de casa, beleza... Mas e no dia em que a gente foi pro shopping, passamos nas Americanas pra eu ver preço de fraldas? Ela estava no carrinho, fazendo contorcionismo pra alcançar as coisas da prateleira. Saiu puxando uma boneca. Resolvi que no meu colo ia ser mais fácil evitar isso, peguei ela. Fomos à sessão de papinhas. Foi só eu piscar e, BLOSH! Tava lá, o pote de papinha estilhaçado no chão... Quase morri de vergonha!
Como boa praticante de esportes radicais ( pra quem não sabe, desde os 7 meses Laís adora brincar no balanço e andar de patinete... Fiz até os videos, estão no youtube, depois vou ver se aprendo a colocar os links aqui), ela também curte um paredão de escalada. A gente está com ela no colo, normal... De repente, essa menina vai subindo em direção ao seu ombro com os pezinhos e , quando não tem mais pra onde ir, ela simplesmente se joga pra trás, ou pro lado ou começa a "quicar"...
Ela anda pintando tanto que na terça-feira passada, ela fez algo inédito. Cheguei na minha mãe pra buscá-la, ela estava dormindo desde às 6:15 da tarde. Pensei: "beleza, vou lanchar, lá pras 8:15 ela acorda e gente vai embora". Deu 8:20 e nada. Como eu tinha de estudar pra uma prova, peguei a pequena dormindo (em geral, ela acorda quando faço isso..), coloquei no carro... Nem resmungou. "Bom, quando a gente chegar em casa, ela acorda." Chegamos em casa, tirei ela do carro, coloquei no berço. Nem um abrir de olhos... Confesso que fiquei até preocupada... Mas estava com a temperatura normal, com uma cor ótima, um semblante tranquilo...
Fui tomar banho, deixei a banheirinha dela a postos, pra quando ela acordasse... Esperei até 11, ela não acordou, deduzi que ela fosse emendar até de manhã... Ela acordou às 3 e às 5, pra mamar... Acordar mesmo, acordou às 6:15, em ponto!! 12 horas contínuas de sono, só fazia isso quando era recém-nascida... Coitada da minha mãe e da Lucimar, que encararam a ferinha na quarta, hehehehe.
Eu e Arthur chamamos ela carinhosamente de Laís "Furacão". Mas eu sempre pedi pra Papai do Céu uma boa dose de peraltice pros meus filhos... Então, não posso reclamar!
Mas, hein, eu ainda tenho que estudar pras minhas provas de sábado ( são só três, tá??), vou ficando por aqui...
Ah, ainda não fiz meu cadastro como doadora de medula, mas eu disse depois das provas, né??
BJS!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A dor da perda...

Fisiologicamente falando, dizem que as piores dores são, nessa ordem: 1º dor de dente, 2º cólica renal ( quando se está expelindo um cálculo) e 3º, quase que equiparadas, a dor do infarto e a dor do parto. Me lembro dessa enumeração numa aula de Bioquímica, na faculdade...
E a dor da alma?? Onde ela vai , nesse “ranking da dor”? Bem, das dores fisiológicas, eu conheço bem a crise renal ( tenho episódios de cólicas renais desde os 17 anos...). Das dores da alma, já experimentei algumas: perdi meu primeiro namorado na flor da idade ( ele faleceu aos 21, eu tinha 19), tive depressão, passei por um aborto...
Mas, depois que se é mãe, não há nada que cause maior tormento a uma mãe que a possibilidade de algo acontecer com seu filho... O simples pensar nessa hipótese dói mais que tudo o que já possa ter vivido em termos de dor.
Minha mãe sempre enxergou em mim um certo “atrevimento”, de não ter medo de encarar a vida de frente, ressaltando esse aspecto como qualidade. Não sei se sou assim, como ela acredita, mas nunca fui muito medrosa... Em algumas ocasiões, digo até que já fui um bocadinho imprudente (coisa da juventude, acho...). Ainda hoje, tenho medo de poucas coisas. Mas uma idéia me aterroriza: perder a Laís!
São coisas que antes de você ser “mãe” são meras estatísticas: x crianças morrem antes de completar 1 ano de idade, y novos casos de câncer infantil surgem todo os anos, n crianças morrem em decorrência de acidentes domésticos... Coisas que antes eram “deprimentes, mas parte da nossa triste realidade” passam a ferir o coração da “mãe” como um instrumento pontiagudo... Nenhuma mulher depois de ser mãe vê com os mesmos olhos as crianças que pedem nos sinais, a violência urbana que ceifam vidas como a do João Hélio, a fome das crianças africanas... Lembro-me que a primeira coisa que me passou pela cabeça quando soube do acidente da TAM em Congonhas foi: “será que havia bebês a bordo?”. Quando soube que sim, pensei no desespero das mães, que certamente tentaram proteger os filhos como podiam...
Por isso, hoje vejo de outra forma a preocupação de minha mãe conosco (e lembro dela, sempre me dizendo: “ quando você for mãe, vai me entender... É, mãe, como te entendo...). E vejo, com muita admiração, exemplos como o da Rê e o da Vanessa ... Hoje, visitando o blog da Rê (mãezona do Gabriel e doVinícius, que voltou pra sua “nuvem fofinha” no ínicio do ano, após lutar bravamente contra uma leucemia), conheci a história da Vanessa, do Heiko e do Sebastian. Sebastian partiu para o Céu há 1 ano atrás, vítima de um câncer infantil, deixando aqui nesse mundinho muitas saudades...
Sinto uma profunda admiração, respeito e carinho por essas mães, que lutaram pela vida de suas “pedras mais preciosas”, agarrando com unhas e dentes qualquer possibilidade que lhes permitisse desfrutar da companhia de seus filhos, que lhes dessem a chance de ver seus filhotes crescidos, homens de bem, felizes, realizados. Sim, sabemos que a nossa hora de partir é determinada por Deus, bastando estar vivos. Poucas coisas são tão democráticas quanto a morte: todos iremos, cedo ou tarde. Mas ver seu filho partir é avesso à ordem natural das coisas, é enterrar seu próprio futuro...
Não há como dizer que imagino o que sentem, pois aprendi há tempos que o sofrimento é sempre sui generis: não há como comparar sofrimentos, cada um tem sua história de vida, cada um sente e sofre de uma forma, cada um desenvolve sua forma de lidar com a dor... Não tem certo, nem errado... O importante é ir em frente! E essas duas mãezinhas, cada qual a seu estilo, têm dado um exemplo de dignidade, força, fé... Fazem de seus cantinhos na internet verdadeiros pontos de utilidade pública, demonstrando que mesmo daquela que acredito ser a maior das dores da alma, há de renascer a esperança...
Minha sincera admiração a todos que, no meio de um furação, pensam no próximo...
Ah, sim... Assim que acabar minha semana de provas, quero me cadastrar como doadora de medula óssea. Aviso assim que o fizer...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ana Vitória chegou!!!!!!!

Hoje é um dia muiiito especial! A Dê, minha querida irmã virtual lá das Minas Gerais, trouxe ao mundo nossa pequena Ana Vitória...
Conheci a Dê bem no comecinho de 2006, num grupo de discussão de portadoras de ovários policísticos. Ela havia acabado de perder a primeira gestação, que era muito aguardada já fazia um tempo... Nem preciso dizer que me identifiquei demais com ela. Depois fomos descobrindo muuuuitas coisas em comum. E passou a ser parte do meu-dia-a-dia escrever e receber e-mails da Dê...
Perdi as contas dos dias que eu e Dê choramos muito de saudades dos filhos que ainda não tínhamos. Engravidei da Laís , em seguida, a Dê foi fazer IA. O procedimento não deu o resultado esperado... No dia que a Laís nasceu, Dê me ligou na hora que eu estava indo pra maternidade, choramos juntas... Passado 1 mês e um pouquinho, eu estava em casa me estressando com o Arthur nem me lembro o porquê, tocou o telefone... Atendi, era a Dê. Atendi até meio ríspida (pq estava no meio da discussão com Arthur), e aí, ela, com toda a doçura, veio me dizer que tinha ido fazer uns exames, pra ver como estava a SOP para planejar a retomada nas tentivas de engravidar, e que havia feito um beta-hcg... E que havia dado positivo... Começamos as duas a chorar, eu daqui, ela de lá Saí correndo, abracei o Arthur e a briga acabou (Ana Vitória já veio com toda a pinta de pacifista).Graças ao nosso bom Deus, ela teve uma gravidez abençoada, sem nenhuma intercorrência. E hoje “nossa pequena caçula” chegou! Amiga, que Deus continue abençoando você, o papai Fabio e a princesa Ana Vitória... Que nesse momento sublime, que é a descoberta da existência de um amor maior que tudo que era conhecido até então, você possa desfrutar de cada minuto, de cada momentinho mágico... Mas fica tranqüila, que vai ficando cada vez melhor!!!! Seja muito bem-vinda,Ana Vitória, Tia Cris te ama muiiiiito!!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Sempre correndo...

Assim vivo eu, desde que a Laís chegou! Eu brinco que tenho tripla jornada: trabalho, estudo e tenho família. Quando ela nasceu, eu estava de férias da faculdade. Teve gente que me falou que eu calculei certinho, rs. Se soubessem como foi difícil engravidar, chegariam à conclusão que mesmo que ela nascesse no meio do semestre da monografia, ia ser bem-vinda da mesmíssima forma! Eu quis trancar a faculdade no 1º semestre de 2007, mas minha mãe não deixou... Disse que além de atrasar o curso, ainda ia ser difícil retomar... Acabou que não tranquei e quando ela estava com 1 mês e 20 dias, voltei pra faculdade. De certa forma, foi bom, pois a pequena foi se acostumando a ficar sem mim. Quando eu voltei a trabalhar, ela ficou umas 2 semanas chorando bastante no fim da tarde, depois acostumou...
Sinto angústia por vê-la tão pouco durante a semana, mas tento pensar que faltam 6 semestres pra acabar a faculdade. Ainda terei de me dedicar muito pra conseguir alcançar meu objetivo depois de formada, mas só de não ter a rigidez de horários, acredito que vou poder curti-la mais... E claro, tento me consolar pensando que faço isso por nossa família, principalmente por ela.
Mas é muito pauleira nossa rotina: levanto 5:45 da manhã, me arrumo, tomo café, acordo a Laís. Se ela acordou antes de 5:45, ela já mamou, senão, ainda vou dar peito pra ela. Se ela já fez cocô, troco a fralda, senão, deixo pra trocar ela na casa da minha mãe. Chego na minha mãe, tomo uma xícara de café pra acordar, e 7:15 saio pra faculdade. Dou carona pra Dani, deixo ela na W3, na altura do CEUB. Chego na faculdade, assisto às aulas. saio correndo pro trabalho. Passo no restaurante, faço uma quentinha e caio pra dentro da catraca (o ponto eletrônico, que registra nossa presença e carga horária cumprida). Geralmente, tem muito o que se fazer, passo a tarde quebrando a cabeça com as contas (trabalho no setor de pagamento). Dá 7 horas, vou embora, pego um trânsito razoável, chego na minha mãe. Se Laís está dormindo, eu lancho. Se ela está acordada, coloco a menina no carro e vamos pra casa. Tem dias que pego MUITO trânsito na subida do Colorado, se eu vejo o engarrafamento de longe, dou a volta passando pelo Paranoá – e o trajeto de 15 min sem trânsito vira uma viagem de quase 1 hora... Quando, enfim, chegamos em casa, vc acha que acabou?? Que nada... Se ela jantou, arrumo o banho da Laís, geralmente com ela no colo. SE ela não jantou, ainda tem o minguau antes do banho. Banho tomado, ela vai pro peito. Depois do peito, brinco com ela uns 20 minutinhos no chão, tempo suficiente pra ela começar a esfregar os olhinhos... Coloco ela no bercinho, tem dia que ela dorme rapidinho, tem dia que dorme depois de uns 20 minutos de choro...Se não lanchei na minha mãe, lancho. E aí, vou tomar banho, ver alguma coisa de faculdade, etc... Tenho de estar dormindo até umas 10:30, pois depois desse horário, Arthur chega da faculdade. E se ele dorme antes de mim é um saco, porque ele ronca demais e eu tenho de ficar cutucando...
Fazer qualquer coisa durante a semana que esteja fora dessa rotina é PHODA!!! Inclusive ir ao médico, fazer compras e, em especial, levar Laís ao médico! E hoje foi dia de levá-la ao médico, mas cheguei lá e a consulta dela não havia sido devidamente agendada. Logo, não fomos atendidas; logo, teremos de voltar lá na quarta a tarde; logo, não sei como vou encaixar isso na nossa rotina... LOGO: eu só não quebrei o consultório pq o pediatra é meu primo e é muiiiiito gentil com a gente!! Mas que eu fiquei #$%% da vida , fiquei!!