quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Muito triste
Não dá pra começar o post de outro jeito... As notícias de crianças recém-nascidas abandonadas ainda com cordão umbilical chocam e nos faz refletir (ou mesmo filosofar...). Não vou entrar no mérito da descriminalização do aborto, do problema social da gravidez na adolescência ou ineficácia do poder público quanto às políticas de planejamento familiar. O que me instiga é um questionamento que surge do que tenho observado, desde que eu e Arthur resolvemos ter um filho: por que pra algumas mulheres é tão simples conseguir dar à luz a um filho indesejado e pra aquelas que desejam ardentemente um bebê é tão difícil conceber? Já ouvi algumas explicações: em geral, quem deseja ardentemente um filho é aquela mulher que já está com a carreira estabilizada, com idade entre 25-40 anos, quando a fertilidade já inicia/ está em declínio. Além disso, a inserção da mulher no mercado de trabalho a expõe a fatores que podem afetar a fertilidade: stress, má alimentação, etc... Ou que o fato de a mulher tomar pílula e outro método anticoncepcionais comprometem sua capacidade de gerar filhos no futuro. Outros dizem que tudo se resume à vontade de Deus. Em que pese minha condição de pessoa que acredita na existência de um Deus, não consigo aceitar pacificamente a idéia de que o sonho de uma mulher de acalentar, dar amor e tudo o de melhor que se pode oferecer a um filho é simplesmente descartado como lixo por uma mulher que jamais quis aquele bebê... Acredito,sim, que existem desígnios que não estão ao alcance de nossa compreensão, mas pensar nessa contradição (de mulheres que dariam tudo o que tem pela oportunidade de gerar um bebê e outras que sequer se arrependem de ceifar a vida que se desenvolve dentro de seu corpo), faz meu coração doer... Diante da falta de respostas pro inexplicável, falemos de coisas boas...Esse fim de semana passado foi muiito legal. Meu primo se casou, e lá estávamos nós, eu, Arthur e Laís. Na verdade, tive de sair durante a cerimônia, pois Laís cismou de mamar no meio da igreja. Acabou que tive de modificar o roteiro de assistir cerimônia com Laís – deixar ela com Lucimar- ir para a festa com Arthur e levá-la antes para dormir. Mas a nossa pequena ficou muito lindinha com vestidinho estilo “boneca de porcelana”... O dia seguinte que foi cruel: levantar cedo pra ir fazer trabalho de grupo na faculdade e três provas no turno da tarde. No domingo, tivemos a feliz oportunidade de conhecer a Rê, do blog “Pequeno Marujo” (link aí no cantinho esquerdo) e outras leitoras da Rê aqui de Brasília! Só não foi melhor porque chegamos atrasadas ( Laís demorou a acordar do cochilo da tarde, tive de passar na minha mãe pra aplicar insulina na Melzinha, nossa poodle diabética, abastecer o carro...) e tínhamos um outro compromisso, no mesmo local, com o Júnior, a Sarah e o Gui, nosso “sobrinho” caçula que ainda não conhecíamos... Mas tudo certo, nem sempre (ou quase nunca) as coisas saem do jeito que a gente planeja... Seguem fotos que tiramos no casamento de sexta-feira:
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Um comentário:
Ai amiga, nem me fale.
Tb fiquei triste!
Bjks
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